Hoje em dia, toda a gente fala em populismo. Tornou‐se a palavra mágica para compreender o nosso tempo. Em Populismo: Lá fora e cá dentro, José Pedro Zúquete escreve sobre o significado e as características do populismo na Europa e no mundo, mas também, e pela primeira vez no mercado editorial nacional, sobre a sua história em Portugal, das suas origens aos dias de hoje, da literatura à política, mostrando como, ao contrário do que tantas vezes se diz, o populismo está longe de ser uma novidade na história contemporânea portuguesa. Recusando os lugares‐comuns, as ideias feitas e a teoria da «excepcionalidade» portuguesa, Zúquete mostra que em Portugal, não obstante o frenesim do presente, o populismo nunca foi excepção: manifestou-se no passado distante e recente de várias formas e tem condições para prosperar no futuro.
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Como tem evoluído o sistema português de ensino superior? Com que política e investimento estatais, rede institucional, procura estudantil e retrato de docentes? Como se incentiva, financia e produz ciência nas universidades e com que ligação à administração pública e ao setor produtivo privado?
Neste livro faz-se uma análise do sistema de ensino superior e da investigação científica numa perspetiva de comparação internacional e de serviço público disponibilizado aos cidadãos.
Descreve -se o enorme atraso educativo acumulado nos 150 anos anteriores à Primeira Guerra Mundial e a lenta recuperação até fins do século passado. Na ciência, enquanto atividade profissionalizada, a nossa história não ultrapassa meio século.
Tendo atingido hoje indicadores educativos e científicos comparáveis aos dos nossos pares europeus, interessa compreender as razões do seu moderado impacto no desenvolvimento económico e social do país.
Somos, afinal, um país centralizado ou não? Importa distinguir os tipos e formas de descentralização, analisando também os argumentos a favor e contra a distribuição de poder. Nenhum governo é totalmente centralizado ou inteiramente descentralizado. A forma como o poder e a decisão sobre as políticas públicas está distribuída pelos diversos níveis de governação pode ser substancialmente diferente. E reveladora.
Este ensaio procura ajudar a compreender o funcionamento dos governos locais bem como os motivos que conduzem a processos de descentralização. Trata-se, inevitavelmente, de um texto aberto, que pretende proporcionar um quadro para reflexão e debate futuro sobre este tema e identificar os principais desafios que se colocam ao poder local em Portugal. Se servir para identificar as principais lacunas neste debate, já terá cumprido o seu papel.